Fui convidada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) para assinar uma exposição exclusiva em comemoração ao Mês das Mães. Durante dois meses, o átrio da instituição se transformou em um verdadeiro jardim, provando que a cenografia artesanal pode levar sensibilidade e encantamento aos espaços mais imponentes.
O desafio
Projetar flores gigantes para um ambiente corporativo sério, como um tribunal de justiça, exige equilíbrio entre a grandiosidade arquitetônica do espaço — pé-direito alto, pilastras robustas, paredes de vidro — e a delicadeza que a data pedia. Era preciso criar um respiro visual, uma pausa poética no dia a dia de magistrados, servidores e do público em geral.
A cenografia
A grande estrela da exposição foi a flor de organza gigante. A transparência sutil e o caimento leve do tecido permitiram pétalas translúcidas em tons de rosa, pêssego e laranja — quando a luz natural do átrio atravessava as composições, o cenário ganhava vida. Junto às flores, borboletas esvoaçantes no mesmo material trouxeram sensação de movimento contínuo.
Como ponto focal fotográfico, desenvolvemos um painel de rosas brancas gigantes esculpidas à mão com precisão volumétrica, que se tornou o principal ímã de fotografias da exposição. As pilastras do átrio foram adornadas com flores em formato de sino, em tons terrosos, brancos e amarelos, dialogando com a arquitetura existente.
Ficha técnica
- Local: Átrio do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) — Curitiba/PR
- Propósito: Exposição de arte cenográfica em celebração ao Mês das Mães
- Duração: 2 meses em exibição ao público
- Materiais: Organza, papéis de alta gramatura, crepom italiano e modelagens em EVA Premium