Desenhar e executar uma peça de destaque para a Estação Primeira de Mangueira, na Marquês de Sapucaí, foi um marco na trajetória do ateliê: uma escultura floral pensada para captar a luz dos refletores e ser vista à distância, na maior vitrine cenográfica do país.
O desafio
Como criar uma peça de proporções superlativas que fosse, ao mesmo tempo, visualmente deslumbrante e funcional? A peça seria usada junto ao corpo de um componente do carro alegórico — o peso era um fator crítico. O material precisava oferecer robustez para uma flor gigante com cristais, sem comprometer a graciosidade e a leveza do movimento durante o desfile.
A cenografia
A solução nasceu do estudo cuidadoso dos materiais: EVA de alta densidade, termo-moldado com precisão artesanal para recriar as curvas orgânicas de uma rosa perfeita, sem adicionar peso excessivo. Cada pétala recebeu uma texturização especial de brilho, garantindo profundidade à cor magenta, e um contorno de fios de cristais aplicados manualmente nas bordas.
A luz incidindo sobre os cristais gerou um efeito hipnótico — a prova de que flores gigantes têm o poder de transformar qualquer ambiente, seja a passarela do samba, uma vitrine ou um casamento de padrão internacional.
Ficha técnica
- Local: Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro (RJ)
- Propósito: Adorno de cabeça de alto impacto para composição cenográfica no desfile de Carnaval
- Materiais: EVA de alta densidade, texturização com banho de brilho intenso, finalização manual com fileiras de cristais
- Público/nicho: Cenografia de grandes proporções, Visual Merchandising e Design de Eventos de Luxo